
Conheces a tradição ibérica das Serranas, as Amazonas deste território, que sobreviveram na sua resiliência, independência e auto-suficiência basicamente até à Inquisição? E sabes que ecos da suas danças e rodas ainda se encontram na literatura clássica peninsular?
No coração do Verão, quando o Sol alcança o seu auge e a luz se derrama sobre a terra, convidamos-te a seguir os passos dos antigos pastores, que procuravam a frescura da serra. Assim como eles sabiam que a vida precisa de refúgio e equilíbrio, também nós somos chamadas a procurar lugares onde o corpo descansa e a alma se renova.
Mas estes caminhos de transumância não foram apenas trilhados por homens e rebanhos. Foram também território vivo das Serranas ibéricas, mulheres da montanha que, como recorda Casilda Rodrigañez Bustos, guardaram o pulsar matricial da vida. Eram conhecidas pelas suas danças e rodas de mulheres, círculos vivos onde o corpo falava antes da palavra, onde o vínculo se tecia pelo ritmo, pelo toque e pela alegria partilhada. Nessas rodas, a vida era celebrada, protegida e regenerada.
Vem fazer esta imersão connosco no Gerês, terra de montes e rios, de vales escondidos e prados que parecem suspensos entre o céu e a terra. Aqui, onde a brisa dança entre árvores e a água corre cristalina, sentiremos a presença de Marinha, Senhora das Águas e guardiã dos refúgios secretos, cuja força refresca os corações e desperta o espírito. Marinha manifesta-se também no movimento circular das mulheres, no bater dos pés na terra, no rodar dos corpos como água viva espiralando nas pedras.
No Solstício de Verão, momento em que o Sol brilha em toda a sua plenitude, honraremos Marinha com devoção e celebração, conectando-nos com o equilíbrio entre luz e sombra, calor e frescura, movimento e repouso. Como faziam as Serranas nas suas danças, entraremos no ritmo certo, aquele que não força nem exaure, mas sustém a vida e a alegria de estarmos juntas.
Entre os riachos e pastos verdes do Gerês, permitiremos que o nosso corpo e a nossa alma se deixem guiar pela energia das águas, pelo murmúrio dos ventos e pelo sussurro antigo das montanhas. Em roda, deixaremos que o corpo se lembre, que os passos simples despertem a memória antiga do feminino em sororidade, em cerimónia, como cuidado e oração.
Este retiro é uma jornada interna e externa. Em cada sombra fresca, em cada poço de água cristalina, em cada roda de partilha sentiremos a bênção da Deusa e a protecção das Hespérides, despertando o nosso poder de cura, de renovação e de transformação — um poder que nasce do corpo vivo, do movimento partilhado e do amor pela Deusa da Terra, pela Terra-Deusa.
Junta-te a nós no Gerês, terra de luz e frescura, de pedras sagradas, de antigos templos deixados pelo povo que amou a Deusa e sentiu o Seu corpo na Natureza. Deixa que o Sol do Solstício aqueça o teu corpo, enquanto as águas de Marinha purificam a tua alma, sentindo a plenitude do Verão, a forte presença das Serranas ibéricas e a alegria profunda que só a liberdade da montanha e das águas vivas e sagradas podem oferecer. Aqui, entre pastos, rios e árvores, reencontrarás a tua essência e renascerás na luz e na pura magia do Solstício de Verão.
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